sexta-feira, 5 de março de 2021

Quinquagésimo dia

 

 Diário com vontade de deixar de contar os dias,

 mas com vontade de viver todos os dias.

 

E tanta coisa aconteceu de há cinquenta dias até agora:

 - Os números de óbitos (há quem prefira dizer 'fatalidades') e infetados covid-19 diminuíram em um ou dois dígitos, o que é bastante bom, embora não seja o ideal.

- As magnólias estavam em botão, neste momento já floriram e as folhas vão substituindo as flores.

- Trump estava no poder e já não está, embora queira voltar e tente segurar tentáculos à sua volta.

- As escolas fecharam, mas estará para breve a reabertura. As crianças e os jovens estão ansiosos e os pais também.

- Marcelo terminava o seu mandato e outro está a iniciar.

- Do avião português e a jato, com meia tonelada de droga apreendida no Brasil, ainda não se falava, agora fala-se muito, ainda que se saiba pouco.

- As árvores de fruto estão floridas e há cinquenta dias eram estacas secas ou despidas.

- Rui Rio talvez já tivesse Moedas na cartola, que tirou nos últimos dias.

- A chuva e frio do inverno abundavam e agora a primavera está à porta.

- O campeonato estava ao rubro por causa do leão que não deixou de rugir e de reinar sozinho ao longo deste tempo.

- As lojas fechavam e muitos gritam agora pela sua reabertura porque abrem os bolsos e encontram-nos vazios.

- O turismo ficou pela hora da morte e agora os ingleses anunciam nova vida, sobretudo para o Algarve.

- O papa Francisco não saiu em tempo de pandemia; neste momento, está em visita ao Iraque, país nunca pisado por outros papas.

- As vacinas anti covid-19 eram promessa e ainda causavam receio; agora já vários milhares de pessoas a tomaram, muitos mais a querem e desejam, mas as reservas sabem a pouco.

- ...

E tanta coisa deixou de acontecer no mesmo espaço de tempo.

 

Vou deixar de contar de contar os dias, 

mas gostava de continuar a contar momentos dos meus dias. 

Obrigada.


8 comentários:

  1. Apesar da pandemia há coisas boas e más que continuam a acontecer, o planeta Terra deu as mesmas voltas graças a Deus; e a primavera vem florindo com pezinhos de lã. Que Deus proteja o senhor Papa de quem gosto tanto como é possível gostar de uma pessoa que só vejo e oiço nos media, mas me é muito grata na mesma.
    E o resto logo se vê.
    Bom fim de semana, Maria.

    ResponderEliminar
  2. Olá, Bea
    Sim,há ciclos que não mudam e que por isso nos animam.
    Deus queira que a visita do Papa ao Iraque corra da melhor maneira. Também gosto muito dele pelo testemunho de despojamento de muita coisa e de muita ligação às pessoas que parece, de facto, amar e respeitar. Hoje não pude ver notícias, mas estou com muita curiosidade de ver as imagens dele no Iraque.
    Feliz fim de semana, Bea.

    ResponderEliminar
  3. Eu acho que acima de tudo temos que nos ir adaptando à realidade, para podermos continuar a vida.
    Melhores dias virão.

    Beijinhos:))

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá, Isabel, é o que eu penso: temos de nos habituar às realidades. Se virmos bem, ao longo das nossas vidas, sempre assim foi. A da pandemia trouxe muitos prejuízos, mas ajuda muito cada um fazer o que pode.
      Um beijinho e sábado feliz.

      Eliminar
  4. Pode não contar os dias. Mas pode contar as suas coisas. Esta publicação é uma verdadeira realidade de acontecimentos...
    :)
    -
    Beijos. Bom fim de semana!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sempre querida, querida Cidália.
      Um beijinho e feliz fim de semana.

      Eliminar
  5. Os números baixaram mas não tardarão a subir. Ontem quando o filho veio trazer-me as compras disse que ali em baixo, à beira-rio no campo POLIS, as pessoas pareciam formigas todas ao molho. E da minha varanda, nunca desde o início do ano vi tanta gente a passear sem máscara. Como se o lindo dia de Primavera que estava, tivesse varrido o vírus do planeta, e não houvesse confinamento, nem obrigatoriedade de usar máscara. Depois queixam-se do governo do SNS e de tudo, menos da sua burrice.
    Abraço, saúde e bom domingo.

    ResponderEliminar
  6. Concordo em tudo consigo, Elvira. Hoje ouvi nas notícias que 6ª f passada foi o dia com mais gente a passear na rua, depois do confinamento iniciado em janeiro. Se os números se agravarem, é muito triste. Claro que se compreende que as pessoas queiram arejar, mas também temos de nos adaptar à realidade. Que remédio.
    Um beijinho e um domingo muito feliz.

    ResponderEliminar