terça-feira, 16 de março de 2021

Notícia do meu dia: fui ao cabeleireiro!

 

Ainda estava a ouvir a última comunicação do primeiro ministro sobre as datas do desconfinamento, ou melhor, reabertura, e já mandava uma mensagem à minha cabeleireira para marcação.

Passados uns minutos, tinha o dia e hora marcados e ontem lá fui eu. Tive ainda de esperar uma meia hora fora do salão. Já lá dentro, o telefone não parava de tocar. Na lavagem do cabelo, fechei os olhos porque aqueles momentos para mim são apaziguadores ou até redentores. A menos que a água me caia na cabeça demasiado fria ou demasiado quente. 

Soube-me pela vida. Há dois meses que não sentia o mesmo prazer de estar sentada e sentir que o meu cabelo estava a ficar bem lavado e que ainda por cima ficaria um bocadinho mais bonito, porque não tenho muita paciência para o secar bem. Entrego, quase sempre, essa tarefa ao ar que se respira e que, neste caso, também seca.

Pelo que vi e ouvi, eu fui uma das imensas pessoas que foram ontem ao cabeleireiro ou ao barbeiro. O dia deve ter ficado marcado pela melhoria de visual de milhares e milhares de portugueses e portuguesas (para ser mais atual!). Aos contentores do lixo devem ter chegado sacos e mais sacos de cabelo que a vassoura varreu do chão há muito seco e careca. 

Acho que me vi ao espelho, ao lavar as mãos quando cheguei a casa. Logo depois, vi que a minha filha que não vive cá me tinha mandado fotos. Não sei se era porque me sentia  um pouco mais apresentável, olhando as imagens floridas (ela sabe que eu gosto), o mundo e a vida pareceram-me mais bonitos.


6 comentários:

  1. Fiz quase a mesma coisa, mas não quanto a cabeleireiro. E o meu resultado foi pior. Cheguei a casa desanimada. Meu pai quer que o acompanhe ao médico e lhe explique que apesar de não ouvir, facto que, diz, não tem importância para a condução, no restante está bem. Julgo que tem andado a matutar no modo de resolver a situação e se convenceu que eu serei capaz de induzir o médico a atestar as suas capacidades. E não consigo negar, dizer-lhe na cara, não vou fazer isso. Portanto, além do cansaço normal, trouxe uma dor de cabeça não virtual. Mais me valera ir à cabeleireira.
    As fotos são lindas por elas, mesmo sem cabelo novo. Se bem que, melhorar a aparência, por vezes, reanima. Imagino os rolos de cabelo que vão nestes dias pelos sacos do lixo de barbeiros e cabeleireiros.
    Boa tarde.

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    1. Como a compreendo, Bea. Infelizmente já não tenho o meu pai, mas convencê-lo que não podia conduzir, sobretudo porque via muito mal, foi muito complicado. E custa muito dizer certas verdades por causa das reações numa fase da vida muito avançada.
      Bom fim de tarde, Bea.

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  2. Muito bem. Eu e o meu marido também fomos, Lool Com hora marcada, claro! :)
    *
    Beijo, e um excelente dia :)

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  3. É o que eu digo, ontem Portugal ficou mais bonito!!!!
    Um beijinho

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  4. A mim, se há coisa que não faz falta é o cabeleiro. Só lá vou uma ou duas vezes por ano. Agora já lá não vou há mais de um ano. Não tenho paciência e o meu cabelo é do tipo de vir arranjado da cabeleireira e passado umas horas já está todo desengraçado. Mas eu também não tenho jeito para o manter. Ato-o logo.

    As fotos de flores estão muito bonitas.

    Continuação de boa semana:))

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  5. Bom dia, Isabel.
    Eu vou mais vezes ao cabeleireiro, mas não teria paciência para lá estar horas. Isso nem pensar. Também nunca tive muito jeito para penteados. Uma das minhas filhas nisso sai a mim; a outra arranja melhor do que a cabeleireira!!
    Um beijinho e um dia calmo e feliz.

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