Mariana
domingo, 17 de maio de 2026
terça-feira, 5 de maio de 2026
Não é por ser meu neto!...
- Agora, meu amor, como acabámos o jogo, vamos contar as pecinhas. Pode ser?
- Sim, avó: uma, duas, três, quatro, cinco, sete…
- Achas que é sete? Depois do cinco é sete?
- Vou contar outra vez: cinco, seis, sete, oito, nove, dez!
- Muito bem! Esta peça foi a primeira, esta foi a segunda... Queres continuar?
- Quero, avó.
- Terceira, quarta, quinta…
- Muito bem, meu amor. Continua.
- Avó, não sei mais.
- Eu ajudo-te, vá lá!
- Quarta, quinta, sexta…
- Ótimo! E depois de sexta?
- Não me lembro, avó.
- Pensa bem! Quarta, quinta, sexta...
- Já sei, avó.
- Então, qual é?
- Sábado!!!!
domingo, 3 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Meu querido mês de Maio!
Hoje, é o teu primeiro Dia e, por isso, é feriado! Levantei-me cedo, como acontece regularmente. Talvez não fosse necessário, mas, para mim, é e é bom. Assim, o dia rende mais e posso fazer as boas e preguiçosas pausas da hora do almoço e do fim de tarde. Ai que prazer sentar-me no sofá, ver as notícias, pensar, ler, crochetar, não fazer nada...
Gosto de ti, mês de Maio. Vens, logo no teu primeiro Dia, ativo e reivindicativo para que os deveres e direitos de todos não sejam esquecidos. És festejado nas ruas, com muitas bandeiras, muitos slogans de alerta, muitas vozes que se querem fazer ouvir. Sabes, lembro-me muito bem do Primeiro Dia em que foste festejado em Portugal e em Liberdade. Ainda moram nos meus olhos as multidões em praças e ruas. A alegria e deslumbramento eram tão grandes!
Quando nasces, Maio, sobretudo nas aldeias, muitas vezes apercebes-te do perfume e das cores das maias em muitas portas e janelas. É bonito serem flores a proteger do mal, segundo a tradição. Porém, ontem não as pus, porque são difíceis de encontrar ou de apanhar. Escasseiam quando antigamente eram abundantes. E o ritual era engraçado: ir ao monte apanhar um raminho das giestas de flor amarela. Também cresciam e floriam à beira das ruas ou caminhos. Como agora são poucas, há quem as junte, criativamente, a outras flores. Como mostram estas fotos amigas que recebi.
Maio, o que nos trarás? São tantas as incertezas. São tantas as imprevisibilidades. São tantas as reviravoltas e ganâncias de quem governa o mundo que o mundo até entontece.
Quando eu era pequena, tinha medo de ti, Maio, por causa das trovoadas frequentes e previsíveis que te acompanhavam. Nesse tempo, o melhor boletim meteorológico era o meu avô. Olhava para o céu e acertava sempre. Hoje, já não seria bem assim, porque muitas tempestades chegam violentas e revolvem, de repente, os locais onde desabam. Tal como as guerras, atingem pessoas e espaços inocentes, sem dó nem piedade.
Meu querido mês de Maio, fico-me por aqui;
Vê se abrandas o sofrimento
que aumenta em cada momento.
Podemos confiar em ti?
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Manhã
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Na 'minha cidade com mar ao fundo'!
Ontem, fui à 'minha cidade com mar ao fundo' - Espinho. Cheguei pela hora da abertura das lojas. Depois de um cafezinho, estava na rua 19. Uma das primeiras lojas aonde entrei foi a bonita Bertrand. Eu tinha uns livros em mente e um vale ainda do Natal que queria descontar.
Entrei e parei a ver os livros mais em evidência, aqueles que à entrada estão dispostos de modo a chamar logo a atenção. Um deles era de um apresentador da tvi. E outros que devem vender bem. Muito bem. E veio-me à cabeça a frase que agora muita gente diz: 'Toda a gente escreve livros'. E, se são figuras mediáticas, os livros vendem-se. E muitos. E se as editoras têm dinheiro para a publicidade, ainda se vendem mais. Muito mais.
Se calhar, alguém diz a mesma frase quando, modestamente, publico os meus livros. Já agora, estou a trabalhar numa história para crianças que gostaria de publicar ainda este ano e que está a ser ilustrada. Só que, como tanta gente que gosta de escrever, sou desconhecida, anónima e as editoras, que aceitam publicar, têm poucos recursos e são pequenas. Só é grande o prazer de escrever, ver ilustrado e concluído um livro, feito honestamente, com amor, com criatividade, que, de uma forma ou outra, também anda por aí.
Pois bem, os livros que eu queria comprar eram da Capicua e cuja coleção, julgo, tem o titulo 'Mão Verde'. Ao balcão, estavam duas jovens, simpáticas e educadas, que me informaram que, pelo menos, um desses livros só estava à venda online. Perguntei por outros livros de Capicua, também para crianças. Para além de ser muito talentosa e escrever muito bem, ela aborda temas importantes do dia a dia, como de ligação à natureza. Também compõe músicas muito bonitas e motivadoras para as crianças.
Uma das jovens pesquisou livros da autora no computador e foi buscá-los a outro espaço que não estava acessível ao público. E pensei o óbvio: há autores e livros muito bons que não estão visíveis nas livrarias. E é pena. Muita pena. Os leitores ficavam a ganhar.
Portanto, o que está logo à frente dos olhos de quem entra nas livrarias são muitas vezes livros que rendem muito dinheiro: à livraria, aos editores, a quem os escreve.
Não costumo interessar-me por esses livros e acho que o farei cada vez menos.






