Em jogos como o de logo à noite, entre Portugal e Espanha, fico um pouco ansiosa e, se o digo às minhas filhas, logo querem saber a razão. Quando veem que é por causa da bola, riem-se e desvalorizam.
Enquanto adolescentes, eram adeptas e sócias do FCP (eu também fui durante uns anos e ainda conservo o meu cartão azul).
Foram crescendo, seguindo as suas vidas e perderam essa vontade de ir a jogos de futebol. Desse tempo ficaram só os cachecóis que levavam ao pescoço ou atados à cintura. Moram cá em casa como objeto feliz de que não me quero desfazer. Recordam momentos bem mais fervorosos e inocentes do que as negociatas que envolvem a banca, políticos, empresários e muito, muito dinheiro. E muitas muitas influências!
Porém, nos jogos da seleção, a minha filha que vive fora do país vê os jogos e, lá em casa, torcem todos por Portugal, apesar das nacionalidades diferentes. A minha neta quis até uma camisola da seleção portuguesa e veste-a para ver os jogos em casa. Por acaso não sei o número que tem nas costas, mas tenho curiosidade.
Será que é por estar fora que presta mais atenção à seleção portuguesa do que a irmã que vive cá? Não sei. Emigrada há muitos anos, vejo-a como uma cidadã do mundo (parece lugar comum, mas é o que sinto), apesar de ela manter vivas as raízes portuguesas. Não procura porém, um restaurante português só porque tem saudades. O marido, que é americano, é capaz de o procurar com mais facilidade e apetite. E como ele gosta de pratos de bacalhau! Quando lá vou, lá vão umas postinhas do fiel amigo na mala!
Pois bem, não sei ainda se vou ver o jogo de logo à noite. A dúvida até me trouxe uma quadra:
Será que logo à noite
Vamos perder ou ganhar?
Nem sei até se vou ver o jogo
Ou se prefiro jardinar!
E ‘afinal havia outra’:
Nestes jogos decisivos,
Há sentimento e emoção!
E se é a Espanha que ganha?!
Oh! Não, isso é que não!
Bom jogo e que ganhe Portugal!
E, já que estamos no Texas: Alegria procura-se!
