Quando fui a Londres da última vez, ao passar numa rua, logo reparei numa casinha de madeira, colocada num muro, e que servia de pequena biblioteca para permuta de livros, discos, etc
A ideia não é nova porque sei que existem semelhantes em vários sítios do nosso país, por exemplo, em Mindelo, em Espinho, etc., mas achei bonito e que dá dignidade aos locais públicos, como uma rua, onde toda a gente pode passar. Muitas vezes, associamos a rua, sobretudo nas grandes cidades, ao desconhecido, ao perigo, ao possível vandalismo. Ou, nestes casos, em que a portinha estava aberta, a ver coisas que não eram para lá chamadas
Ora, ver uns objetos bonitos assim, em ótimas condições, num passeio público, com uma mensagem simples e clara, apelando à partilha generosa e à cultura dá sossego e alegra à alma, fazendo acreditar que o mundo não é só ruído e violência e que há pessoas que se preocupam com a beleza do mundo, com o bem-estar dos outros, através de gestos e ações simples.
Só tinha levado um livro para ler, estava quase no fim, mas tinha ficado de o emprestar a uma amiga. De outro modo, teria ido lá pô-lo. Podia ser que alguma pessoa portuguesa passasse e o levasse consigo para ler.
E eu era capaz de pôr dentro uma mensagem, louvando o trabalho realizado neste país. Se fosse uma pessoa local ou de outra proveniência a levá-lo, não fazia mal porque a rua a está aberta a todos. Como uma biblioteca . Ainda que pequena.
Boa tarde: - Em Portugal também já existiram umas carrinhas que eram bibliotecas que andavam de terra em terra. Hoje estão em extinção.
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Saudações poéticas - Domingo feliz
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“” Pensamentos e devaneios poéticos ““
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Sim, eram maravilhosas e um modo de levar livros a quem a eles não tinham acesso. Quando eu era miúda, vinha a carrinha e ficava toda contente com os livros da condessa de Ségur!
ResponderEliminarUm abraço
… a quem a eles não tinha acesso - queria eu dizer (já corrigida a concordância verbal)!
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