Quando tenho qualquer festa em casa, como aniversários, fico bastante stressada, embora tente disfarçar. Alguma coisa pode correr mal, a comida pode não estar como eu gostaria, pode faltar alguma coisa, pode haver algum esquecimento…
Ah! Se alguém não vier, penso que houve desinteresse; se vierem em grande número, sinto desconforto!
Valha-me Deus!
Vem o dia. Vêm as pessoas: a família é grande. Alguns amigos. Uns de perto, outros de longe.
Tudo se vai abrindo como pequena nuvem que dá lugar a mais luz do sol.
Desta vez, no aniversário da Clarinha, como em tantas casas portuguesas nesta altura do ano, falaram-se várias línguas, e uma delas foi o italiano.
Todos à mesa, vieram à baila canções italianas na memória de muitos, títulos de filmes, expressões conhecidas…
Apesar do trabalho que as festinhas em casa dão sempre, como foi bom ver as solidariedades, as linguagens e boa disposição partilhadas.
Afinal, o mundo é uma bola em que todos cabemos e na qual entramos com forças e fragilidades.
E, com a leveza possível dos dias, tudo se torna mais querido, neste ‘querido mês de agosto’.
Sem comentários:
Enviar um comentário