quarta-feira, 17 de abril de 2019

terça-feira, 16 de abril de 2019

Maria Alberta Menères 1930/2019


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Nossa Senhora!



Na primeira vez que fui a Paris, há muitos anos, um dos objetivos principais era visitar Notre Dame e ver os vitrais. Apreciá-los de dentro da igreja faz(ia) calar as palavras e demorar o olhar nos desenhos cheios de luz.
Neste momento, talvez estejam estilhaçados e caídos no chão.
Ontem, as imagens do incêndio da catedral assemelhavam-se ao ruir brusco e rude de muitos sonhos que pareciam não ter fim. Era o tombar do que parecia erguido para nunca ser derrubado.
Nossa Senhora!
As notícias dizem que muitas pessoas, que estavam por perto, choravam. E não foram só elas. 
Notre Dame chamava multidões, mostrando-lhes, com beleza e generosidade, a arte de que todos os seres humanos precisam. E amor. E espiritualidade. E história(s). E recreio. E harmonia. E força. E tanta coisa que cada um procura.
Ainda que não exclamasse: Nossa Senhora!


domingo, 14 de abril de 2019

Ficam sempre bem


Quando eu era pequena, a minha mãe fazia, para mim e para a minha irmã, uns raminhos para serem benzidos na missa do domingo de Ramos.
Para além de raminhos de oliveira e de alecrim, punha flores. Lembro-me sobretudo dos goivos cor-de-rosa e muito perfumados.
No adro da igreja, eram inúmeros os ramos que iam chegando. De todos os tamanhos. Havia lavradores com ramos de oliveira tão grandes e pesados que tinham de os levar ao ombro.
Nunca tive uma oliveira no meu quintal, mas acho que um dia destes vou plantar uma. Não para a cortar, mas para vê-la crescer. Tenho, porém, alecrim que me cheira a dias festivos da infância.
Estas recordações chegaram-me pelas imagens da televisão e pelo raminho que estava a fazer. Não para ser benzido, mas para ser oferecido. E, num caso ou no outro, as flores ficam sempre bem.


sábado, 13 de abril de 2019

Livros ao pé da porta

- Ontem, apresentei um trabalho com mais duas colegas num Encontro de Professores de Português, em Leiria.
- Correu bem?
- Sim, correu. Falámos sobre o concurso "Vamos contar um conto", que realizámos na escola durante seis anos consecutivos e que levou à publicação de seis livros.
- O vosso trabalho era pago?
- Achas? A adesão de bastantes alunos, professores e outros elementos da Comunidade era o melhor prémio.
- Já em férias escolares, havia muitos professores a fazer formação?
- Muitos, embora menos do que em anos anteriores.
- Não vi notícia nenhuma.
- Estas coisas não se escrevem na televisão.


quarta-feira, 10 de abril de 2019

Conversa ao pé da porta

- Hoje vi numa praceta um cartaz que dizia: "Elogiem-se".
- Ótimo. Há pessoas que vivem tristes porque nunca têm um elogio.
- Concordo. Isso vê-se melhor do que um cartaz.
- Isso o quê?
- Olha-se para alguém e vê-se logo se tem o hábito de ouvir elogios.
- E vê-se como? 
- Por tanta coisa dita ou calada; por tanta coisa que se esconde ou se grita...


O EXPRESSO CURTO dá boas sugestões

terça-feira, 9 de abril de 2019

Ouvi e gostei

Flores sem Brexit

Hoje - num canteiro, perto do centro de Londres.

Conversa ao pé da porta

- Acho que sempre viveu infeliz.
- E parecia ter tanta coisa.
- Queria a felicidade absoluta. Havia sempre um mas...
- Assim, realmente é complicado.
- O mal é a gente não dar valor aos bons momentos do dia a dia.