quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Coisas de verão - e depois do adeus

  

Vi em casa o eclipse. Abri a janela, pus os óculos e vi o sol em forma de lua. O tempo escureceu, mas não tanto como eu pensava.

Senti uma brisa a entrar pela janela. Suave e boa. Os ramos da camélia agitaram-se. Mas pouco. Os carros na rua passaram a ser raros. Senti a calma força da natureza.

Perto de casa, já tinha visto muita gente, uns de pé, outros sentados, óculos na mão, à espera do eclipse.

Na televisão, falava quem fez muitos e muitos quilómetros para chegar ao sítio em que o sol mais se esconderia. Como em Bragança. Havia pessoas comovidas, outras repetiam lugares comuns que era o que saía no momento…

Um brasileiro, emocionado, também me comoveu. Para ele, o eclipse era um fenómeno democrático que unia toda a gente, sem distinção.

Realmente há maravilhas da natureza que revelam maravilhas dos seres humanos.

E que perduram, mesmo depois do adeus!

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