Acordar de manhã cedo é bom, mas acordar com boas notícias é ainda melhor: Trump perdeu em toda a linha nas eleições intercalares.
A grande maioria dos norte-americanos fartou-se de mentiras, de falsas promessas, de humilhações, de ódios, de insultos, de atitudes errantes e ridículas, de defesa corrupta em causa própria, de enriquecimento imparável, de atropelo das leis, de ataques e ambição incontroláveis…
Espera-se que esta derrota seja um bom sinal para a Humanidade. E uma lição para os Trumpzinhos que emergem em lugares mesmo improváveis, imitando o chefe-Rei-do-Universo, exercendo força com os fracos e fraqueza com os fortes.
As fotos das notícias de hoje são animadoras. Refiro-me às que mostram gente normal e feliz com a vitória dos Democratas. E não são só barbies e kens … e bajuladores, e procuradores de lucros a todos os níveis…
Não conheço os EUA, apenas visitei Nova York e um dos meus genros é americano. Pelo pouco que sei, que vi, que ouvi dizer é um país imenso e de imensas maravilhas.
Um dia, era a minha neta pequenina, fez-me várias perguntas sobre a minha infância. Pôs as mesmas questões à avó americana. Julgo que era para um trabalho escolar. Quis saber se eu tinha ido à escola depois do ensino primário e se tínhamos frigorífico em casa.
Às duas respondi que não, embora já nessa altura, tivéssemos casa própria. Quanto aos estudos, a grande parte das raparigas ficava em casa porque eram os trabalhos de casa que as esperavam. Quanto ao frigorífico, as casas que eu conhecia também não o tinham.
Porém, a avó americana, que tem uma idade semelhante à minha, respondeu que sim às duas questões. Depois da primária, continuou os estudos e não conhecia nenhuma casa onde, na época, não houvesse frigorífico.
Esta amostra é apenas um pequeno sinal das potencialidades de um país rico, considerado um modelo de abertura e democracia, mas que, com Trump, perdeu mais do que ganhou.
Ainda ao menos que ele já reconheceu a derrota nestas eleições. Também seria difícil defender o contrário. Vai dizendo é que se no boletim de voto estivesse o nome dele, a vitória seria arrebatadora! Pois!
Não vai ter é o caminho tão aberto para percorrer conforme lhe dá na cabeça como até aqui, o que será bom e normal para o país e para o mundo. Mas saberá Trump o que é normal?