sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Há empadão e empadão!!!

 

Gosto muito de empadão, de carne ou de legumes, ou de carne e legumes ou só de legumes (como vou fazer hoje para o almoço). Há dias, no Expresso Curto, o jornalista dava uma receita de empadão, assunto que não é nada habitual naquela publicação. Achei graça e aproveitei para rever os ingredientes: cebola, alho, louro, carne, tomate...

O empadão veio a lume por ter sido palavra usada por Seguro, e dirigida como crítica a Ventura, no debate de terça-feira para as presidenciais. De facto, perante qualquer pergunta sobre um determinado assunto mais quente - por exemplo,  Trump - Ventura tira o tacho do lume, para não se queimar, e enumera, em alta voz, todos os outros ingredientes que estão no seu receituário e que repete até à exaustão. Faz, no entanto, adaptações consoante o momento e o público, pondo mais ou menos pimenta, fogo mais vivo ou mais brandinho, de modo a agradar aos clientes que lhe oferecem votos e lhe aumentam o poder. 

Por isso, a imagem do empadão que Seguro utilizou foi feliz e real. Eu, pessoalmente, prefiro empadão feito com mais calma, sensatez, humanidade e com ingredientes honestos e verdadeiros, que unam todas as pessoas que estão à mesa e não as excluam nem dividam por causa da origem, da cor ...  E que o empadão não leve água benta, que se vai buscar ruidosa e hipocritamente para se ser notado, ignorando os valores de respeito humano, defendidos pela Igreja Católica, da qual se quer dar a ideia que se comunga.

Deste empadão, com miscelânea de ingredientes para confundir, enganar e atordoar não gosto. Causam grande tristeza, desconfiança e...  uma enorme azia.


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