Há muitos anos, tive uma amiga que me disse uma coisa que não esqueci: 'Escreve, enquanto as árvores estão floridas'.
Há dias, um amigo incentivou-me a escrever, dizendo gostar do que escrevo.
Não sei se é problema de geração, mas fico sem jeito perante os elogios, embora me saibam bem. A quem não sabem? Quem não gosta de mimos que julga serem verdadeiros? E as palavras são dos mimos melhores que existem.
Porém, a moda atual não é elogiar os outros, mas enaltecer o ego, evidenciando virtudes próprias e marcando defeitos dos outros.
Hoje é domingo, estou em casa e está bom tempo. Olhei as rosas amarelas dos canteiros, fui ao quintal com a velha Castanha ao meu lado e voltei para dentro com vontade de abrir o computador.
É que ver árvores floridas no meu quintal e saber que alguém pode gostar das minhas palavras são um bom estímulo para me sentar a escrever.
Mas devo dizer uma coisa: também o faço por algum egoísmo. É que se não escrevesse, por pouco que seja, teria menos alegria ao ver as árvores floridas e ao ouvir palavras bonitas que dão prazer. Apetece-me dizer: 'Escrever faz (-me) bem!
Bom fim de tarde deste domingo de sol!
E, como hoje jogam os grandes da bola, desejo que a vossa vitória vos saiba bem.
Para mim, vitória vitória terá/teria de ser azul. Será?
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