segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Ontem, houve coisas fixes e outras mesmo nada!

 

Hoje, o 'Expresso Curto' diz que o povo mostrou que Seguro também é fixe, retomando o slogan de Mário Soares há quarenta anos, e votando nele em peso. 

Ontem, dia de eleições presidenciais, o dia amanheceu sem chuva, sem vento, sem trovoada, sem granizo... Pelo menos aqui na minha zona nortenha. Oxalá tenha sido assim em todo o país. Foram umas tréguas muito boas quanto às tempestades e quanto às gritarias obsessivas de Ventura, que não se cansa de dizer, tipo Calimero, que todos se uniram para o tramar. Para além dos temas que repete até à exaustão.


Eu já tinha votado no domingo anterior e o dia foi normal,  com a diferença de esperar pelas projeções eleitorais às oito da noite. Dei a sopa ao meu neto e, à hora prevista, estava eu de comando na mão para conhecer as previsões nos diferentes canais. Respirei de alívio. Ganharia Seguro e Ventura ficaria muito atrás. Isso foi o mais fixe daquela hora e daquele dia. 

Nesses momentos, Ventura estava na missa, enquanto os jornalistas, fiéis às audiências, o esperavam bem junto à porta de madeira daquela 'casa de Deus' (como dizia a minha mãe) e onde estava o mediático ser humano - tantas vezes desumano - que separa pessoas, que cria ódios, que mente, que distorce a realidade, que engana... O que não é nada católico. E não me sai da cabeça esta contradição: exibir uma religião, como devotado seguidor, e praticar o contrário do que essa Igreja defende. Um espetáculo condenável, a meu ver, que também pode afastar ainda mais pessoas das igrejas - e muitas já estão quase vazias.

Muito positiva achei a mobilização de tanta gente para votar 'Pelo Seguro'. Poder-se-á dizer que muita gente votou não a favor de Seguro, mas contra Ventura. Se o fez, é porque viu mérito no homem que foi eleito Presidente da República. De facto, parece ser um homem decente, honesto, calmo, consciente dos problemas atuais... Dizem que não tem ideias. O melhor é ter poucas e boas do que ter muitas e não passarem do papel ou de promessas enganosas.

Tenho uma amiga que, ontem à noite, dizia 'Seguro é o meu Presidente'. Oxalá todos sintamos, com o tempo, que é o Presidente de todos os portugueses. E que fale o mais verdade possível. E que não desapareça quando a situação é grave, nem fale a toda a hora por tudo e por nada. E que não seja arrogante nem excessivamente vaidoso. E que peça desculpa quando necessário. E que não sirva sobretudo a si próprio e aos seus. E que não faça de conta que é super-homem que está acima dos demais. Isso seria muito fixe.


Ah, e quase na despedida,  um beijinho ao Professor Marcelo, que tantos beijinhos e abracinhos distribuiu. Apetece-me dedicar-lhe, carinhosamente, uma canção: 'Com açúcar e com afeto'. Nunca tirei nenhuma selfie com ele, nem nunca tive vontade, embora no início até achasse piada, mas virou cansativo e, por isso, nada fixe. 


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