É cada vez mais frequente ouvir-se falar de terapia (quando se pode pagar, é claro): eu faço terapia, a terapia ajuda-me muito, consegui resolver isto porque tenho terapia…
Pois bem, julgo que não é parvo dizer que ninguém escapa a problemas, sejam eles de que natureza forem e tenham eles a dimensão que tiverem; venham eles do passado, de factos inquietantes do presente, de ansiedades sobre o futuro…
Tantas coisas que escurecem a vida que, legitimamente, queremos clarear.
Vem isto a propósito de uma conversa que ouvi de alguém que dizia: com a ajuda da minha psicóloga, consigo falar sem chorar de coisas do passado que me traumatizaram.
Ouvi a frase e logo a memória se abriu a coisas menos boas que me ficaram incrustadas nos muros das lembranças desagradáveis que não se apagam e que, de uma maneira ou de outra, acontecem a todos. Às vezes, são pequenas situações, mas que se afiguram grandes quando somos nós a senti-las e a vivê-las.
E é sorte encontrar a pessoa certa para ouvir e ajudar com parecer ou propostas de soluções. Sei de um caso em que a terapeuta dá até tarefas à paciente, assim como conheço outro em que apenas ouvia no período de tempo que estava estipulado, findo o qual recebia o dinheiro da sessão e esta terminava.
A escrita, a leitura, a dança, o treino físico, ter uma horta… também podem ser boas terapias e, por vezes, bem mais baratas, ainda que sem retorno aparente no momento, embora acalmem e deem alguma felicidade. Também a família e os amigos mais próximos são uma ajuda essencial.
E, perante o estado atual do país e do mundo, cada um terá mesmo de encontrar a sua terapia. Nem que seja caminhar um pouco para ir emagrecendo alguns problemas.
Para mim, comunicar através deste simples blogue é muito bom. Obrigada, bom domingo e um abraço!
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