segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Beautiful autumn


O Sol - cá e lá

Em West Hampstead, nos arredores de Londres, apesar de ser uma zona residencial, as esplanadas dos cafés e dos pubs têm sempre muita gente, sobretudo ao fim da tarde.
Em Portugal, já se vai seguindo o modelo de estar ao ar livre ainda que o sol não brilhe. Poderá ser um sinal de que todos os dias e todos os momentos podem ser importantes para desfrutar da vida, tanto pelo trabalho como pelos momentos de lazer.
É bom ver famìlias, grupos de amigos ou pessoas sós a saborearem um petisco ou uma bebida com tempo para olhar a vida nos olhos.
Voltando a West Hampstead, como o sol não é tão abundante como em Portugal, qualquer sinal de bom tempo é logo bem aproveitado nos pequenos parques que existem. Quanto aos bebés, a avaliar pelo número de carrinhos que os transportam ou passeiam, são bem mais numerosos que em Portugal. Mesmo a chover, ei-los nos carrinhos, bem agasalhados e bem cobertinhos com um plástico.
Apesar de tudo, a vitamina D é uma das carências no espaço londrino porque o sol é escasso. E o que é curioso é que em Portugal a falta dessa vitamina vai sendo também um problema comum.
Andaremos a desperdiçar o sol ou teremos de parar mais um pouco, sem pressas e olhando a Vida?

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

domingo, 23 de outubro de 2016

Porque hoje é domingo



 Se puder, consulte o blogue seguinte, 
oiça a canção seguinte
e não pense no dia seguinte.
Se puder, é claro, porque nem sempre o domingo é domingo!
 Bom descanso, se possível!

 https://isauraafonseca.wordpress.com/

In the lonely night
In the blinking stardust of a pale blue light
You're comin' through to me in black and white
When we were made of dreams.
You're blowing down the shaky street,
You're hearing my heart beat
In the record breaking heat
Where we were born in time.
Not one more night, not one more kiss,
Not this time baby, no more of this,
Takes too much skill, takes too much will,
It's revealing.
You came, you saw, just like the law
You married young, just like your ma,
You tried and tried, you made me slide
You left me reelin' with this feelin'.
On the rising curve
Where the ways of nature will test every nerve,
You won't get anything you don't deserve
Where we were born in time.
Bridge #2:
You pressed me once, you pressed me twice,
You hang the flame, you'll pay the price,
Oh babe, that fire
Is still smokin'.
You were snow, you were rain
You were striped, you were plain,
Oh babe, truer words
Have not been spoken or broken.
In the hills of mystery,
In the foggy web of destiny,
You can have what's left of me,
Where we were born in time.

Songwriter BOB DYLAN

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Quem o ouve dificilmente o esquece

Tem 42 anos, é natural de S. Paulo e esteve ontem à noite na Casa da Música.
Para além de ser um tocador exímio, parecia ser boa pessoa. Quando assim é,
a música ainda soa melhor aos nossos ouvidos.

SUMRRÁ por cá

Sumrrá é um grupo de jazz da Galiza. Tocam juntos há 16 anos.
Estiveram ontem à noite na Casa da Música.
O público gostou, aplaudiu e eles mostravam a satisfação
de quem faz um trabalho sério e com intensa paixão.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Carpe diem!

domingo, 16 de outubro de 2016

PROJETO S.O.S. RACISMO - "Não engolimos sapos"

V
Vou por vezes a uma padaria que tem um sapo à porta. Confesso que desconhecia a simbologia: afastar os ciganos.
Ainda bem que tive conhecimento da campanha de S.O.S.Racismo: "Não engolimos sapos".
Se continuar a vê-lo, de loiça e à entrada, talvez seja o momento de ir comprar o pão a outro lado.

DOCE DOMINGO

sábado, 15 de outubro de 2016

Prémio Nobel nos nossos ouvidos

Muito se tem dito sobre a atribuição do Prémio Nobel de Literatura a Bob Dylan.
 Como sempre acontece, há vozes contra e vozes a favor.
De facto, foi polémica esta escolha e confirma que "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"-
Na minha opinião, tem a vantagem de nos alertar para as letras das canções que, por vezes, têm mais qualidade do que muita poesia publicada em livro.
Neste contexto, haveria outros autores premiáveis:
 Sérgio Godinho, Léonard Cohen, Chico Buarque, Carlos Tê...
 
 Mas, confesso, o que me está nos ouvidos
é sobretudo a música de Bob Dylan e não as suas palavras.
Quando puder, vou lê-las, porque, felizmente, 
algumas delas estão traduzidas e publicadas no nosso país.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Bob Dylan - Marcante

Podia chover ou fazer sol

Há muitos anos, morava perto de mim um funcionário público que saía de casa sempre à mesma hora e regressava também à hora do costume. Ia a pé para o trabalho e tomava sempre o mesmo caminho, tanto na ida como no regresso.
Achava bizarra essa prática porque eu não a conseguiria aplicar. Ou porque saísse um pouco mais cedo ou em apressada hora certa. Os dias e as horas, sobretudo de manhã, nunca eram iguais.
 Quanto ao caminho, quase inconscientemente, gosto de variar ou tenho afazeres que ditam outros percursos.
Mas com ele não era assim e até o apreciava por essa cronometrada rotina. 

Deixei de o ver e há dias passei por ele logo de manhã. Trocámos palavras de circunstância. Tinha-se reformado, levantava-se sempre à mesma hora e todos os dias fazia uma caminhada na mesma avenida. Podia chover ou fazer sol.



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Talvez no outono

A missão das folhas.
Naquela tarde quebrada
contra o meu ouvido atento
eu soube que a missão das folhas
é definir o vento
.
Ruy Belo
.


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Oxalá não chovam notícias mais frias.

Para hoje, prevê-se chuva. E para mim, que gosto que a chuva caia de vez em quando, é uma boa notícia.
De facto, o outono vai avançando e mostrando os seus belos sinais. Ainda não vi muitas árvores revestidas de amarelos ou vermelhos, mas espero vê-las em breve. Os frutos que se colhem nesta estação, os tons ensolarados das paisagens, o clima que vai pedindo mais aconchego são fatores que fazem do outono a minha estação preferida.
Por outro lado, neste outono, nem tudo é pacífico como numa paisagem serena  observada com calma e com tempo. 
Nos Estados Unidos, Donald Trump, candidato à presidência do país mais poderoso do mundo, gaba-se de saber fugir aos impostos, refere-se às mulheres com expressões grosseiras, é xenófobo, usa posturas de reality show...
Ontem, em Lisboa, ouviam-se insultos de taxistas sem paciência nem controlo em defesa dos direitos que julgam ser seus.
E tantas outras coisas aconteceram que tornam o outono mais enevoado.
Felizmente Portugal ganhou no jogo com as ilhas Faroé - que eu desconhecia. Aproveitarei alguns momentos de recolhimento outonal para me informar um pouco mais sobre este arquipélago.
Oxalá não chovam notícias mais frias.

sábado, 8 de outubro de 2016

Como é outono...

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Chavela Vargas - Si No Te Vas (Banda Sonora de "JULIETA" de Pedro Almodóvar

Vi o filme e gostei.
Lá estão temas recorrentes em Almodóvar:
a solidão, os conflitos entre pais e filhos,
a busca de clarificação do passado, a culpabilidade...

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Sinais de outono


Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929)
A manhã vai-se abrindo mais fria, o sol aquece a tarde mas de forma mais amena e  anoitece mais cedo.
Onde as há, as abóboras esperam o açúcar, o limão e a canela para cintilarem em frascos de compota.
As uvas e as romãs escorrem as suas cores na ramaria verde e saltam para as bancas dos mercados.
As folhas das árvores vão amarelando e muitas atingem a perfeição na sossegada paisagem, quando se vestem de cor rubra antes de cair. Mesmo no chão são belas.

sábado, 1 de outubro de 2016

UHF "Cavalos de corrida"

 Hoje, sábado, a começar com denso nevoeiro, cedo ouvi esta música.
Que bom poder ouvi-la de novo enquanto tomo o pequeno-almoço: as tais coisas (aparentemente)
simples muito importantes, porque é bem verdade que "a vida passa num flash".